Porto (PSSA3) tem lucro acima do esperado com sinistralidade menor em auto e saúde

A Porto (PSSA3) registrou um lucro líquido de R$ 651 milhões no primeiro trimestre de 2024, alta de 90,2% na comparação com o mesmo período do ano passado e acima do consenso do mercado (o consenso LSEG previa R$ 571 milhões).

O desempenho foi puxado por um crescimento de 14,2% na receita (para R$ 8,6 bilhões) e um ROAE de 20,9% (alta de 8,1 pontos percentuais). Ante o quarto trimestre, no entanto, o desempenho foi bem menos expressivo: a receita cresceu 0,2%, o ROAE caiu 3 p.p e o lucro líquido foi 5,5% menor.

Para o segundo trimestre, os executivos da Porto dizem ainda não ser possível calcular o impacto das chuvas no Rio Grande do Sul terá nos resultados, mas disseram que será dado um guidance ao mercado — e que os possíveis impactos não devem fugir do sistema de precificação da companhia, apesar da excepcionalidade da tragédia.

Segundo o CEO, Paulo Kakinoff, a frota segurada da Porto nas áreas atingidas representa entre 0,5% e 1% da base (e que não necessariamente todos os veículos foram atingidos). “O impacto extraordinário está no social”, afirma o executivo. “Mas esse é o nosso negócio, de risco e de proteção. É o que a empresa faz há 80 anos.”

Já o vice-presidente financeiro da empresa, Celso Damadi, diz que a empresa não faz resseguro nos segmentos auto e residencial, mas tem no empresarial tem – “e provavelmente a cláusula vai ser acionada”. Damadi também listou uma série de medidas que estão sendo adotadas, como flexibilização no vencimento dos seguros e dos prazos de vigência, por 15 dias, nas áreas afetadas.

Paulo Kakinoff, CEO da Porto (Foto: Divulgação)

Auto e saúde

Contribuiu para o bom resultado do começo do ano, na comparação anual, foi a queda na sinistralidade tanto no seguro auto (-5,3 p.p., para 56,2%) quanto em saúde (-5,6 p.p., para 71,4%).

No seguro auto, que é o “carro chefe” da companhia (sem trocadilhos), a Porto conseguiu aumentar tanto os prêmios (+5,4%, para R$ 3,8 bilhões) quanto a frota segurada (+5,6%), que cresceu em 320 mil veículos e atingiu a marca recorde de 6 milhões.

Em saúde, as receitas aumentaram em 49%, para R$ 1,5 bilhão, com crescimento significativo nos prêmios (+52,7%) e em vidas (+31,7%). Com 135 mil novos segurados, a seguradora chegou a 562 mil beneficiários no segmento.

Os dois segmentos pesaram no resultado da Porto durante a pandemia, devido ao forte aumento da sinistralidade. Nos últimos trimestres, no entanto, o cenário se inverteu e a empresa passou a se beneficiar do repasse nos prêmios e a normalização dos sinistros.

Porto Bank

Na vertical bancária, as receitas cresceram 21,0% e superaram R$ 1,3 bilhão, com uma alta de 38,7% nas receitas de consórcios e de 17,7% no volume transacionado nos cartões de crédito (para R$ 13,6 bilhões). Além disso, a inadimplência acima de 90 dias caiu 1,0 p.p., para 6,5% (0,5 p.p. abaixo da média de mercado, segundo a empresa).

Dos R$ 651 milhões de lucro da empresa, a vertical seguro (que inclui auto) contribuiu com R$ 399 milhões (61% do resultado total). A de saúde trouxe mais R$ 105 milhões ao resultado (16%), enquanto a vertical bancária contribuiu com R$ 149 milhões (23%). A de serviços trouxe mais R$ 45 milhões de lucro e praticamente compensou o prejuízo de R$ 46,8 milhões na linha “demais negócios e outros”.

Principais números do 1T24 (na comparação com o 1T23):  

Receita: R$ 8,6 bilhões (+14,2%)

  • Receita Porto Seguro: R$ 5,1 bilhões (+6,6%)
  • Receita Porto Saúde: R$ 1,5 bilhão (+48,9%)
  • Receita Porto Bank: R$ 1,3 bilhão (+21,0%)
  • Receita Porto Serviço: R$ 612,4 milhões
  • Lucro Líquido: R$ 651 milhões (+90,2%)

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